Cidade e acessibilidade

Ao examinarmos a estrutura física de nosso entorno urbano podemos observar que, na maioria das vezes, não é seguido o princípio básico que a cidade deve ser de e para todos. A qualidade de vida de todos cidadãos inclui o direito à participação das atividades econômicas e sociais da cidade, somente possível se lhes for franqueado, também, o acesso físico aos distintos elementos constitutivos da estrutura urbana. Desde a necessária locomoção entre os seus diversos pontos, realizada tanto em meios de transportes quanto a pé, até a também necessária fruição do tempo livre em parques e praças, passando pela freqüência a restaurantes, museus, cinemas, teatros, prédios públicos e privados, as cidades são pouco receptivas aos seres humanos, especialmente àqueles que, por diferentes motivos, têm reduzidas suas condições de mobilidade, entre os quais os idosos formam o grupo mais numeroso.

Algumas cidades brasileiras já estão mostrando suas preocupações nesse sentido, desenvolvendo projetos com vistas a uma sociedade inclusiva. O Projeto Rio Cidade e o Projeto Porto Alegre Acessível para Todos são dois bons exemplos disso. O Projeto Rio Cidade, uma série de intervenções urbanas em vários bairros do Rio de Janeiro, será, de acordo com o Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro (CVI-Rio), instituição consultora do Rio Cidade, “o primeiro projeto urbano amplamente acessível a todos os segmentos da população”. Já o Projeto Porto Alegre Acessível para Todos marcou o início de sua atuação com diversas obras no Parque Moinhos de Vento: rampas de circulação e acesso, sanitário adaptado de acordo com a NBR 9050, equipamentos de fisioterapia e de recreação infantil, abrindo a freqüência a esse espaço de lazer da cidade a todos os cidadãos. Também Belo Horizonte deve ser citada como exemplo, pois, em 1999, destaca-se como a primeira cidade brasileira a exigir, em sua legislação, a obrigatoriedade da renovação da frota de ônibus para veículos de piso baixo.

Porém, apesar de muitos bons exemplos, outros tantos projetos de renovação urbana, com largas avenidas que ainda priorizam a circulação acelerada dos veículos, parecem continuar esquecendo de atender as necessidades e exigências da diversidade dos seres humanos. De acordo com as pesquisas de especialistas em mobilidade urbana, uma pessoa em idade de trabalhar caminha a uma velocidade de 1,0m/s; porém muitos idosos dão passos de 0,4m/s e as normas vigentes indicam 1,2m/s como a “velocidade de marcha” a ser utilizada para regular o funcionamento dos semáforos nas cidades. Esse dado nos esclarece porque a maioria dos acidentes fatais no trânsito urbano ocorre com idosos, fato confirmado por pesquisa realizada em 1999 pela Companhia de Engenharia de Tráfego da Prefeitura de São Paulo, a qual aponta que 50,4% das mortes em acidentes de trânsito são de pessoas com mais de 60 anos.

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